Páginas

terça-feira, 24 de maio de 2011

Nisto Conhecemos o Amor...

          Eu amo I João, é um dos meus livros favoritos do Novo Testamento. Eu o estava lendo hoje de manhã e parei no capítulo 3, versículos 16 - 18. Passei algum tempo pensando sobre o que esta passagem significa e decidi que iria compartilhar o que o Senhor me mostrasse. É um ensinamento duro, mas que, creio, a igreja precisa desesperadamente aplicar.

          Na medida em que João fala sobre o amor, ele diz que devemos amar uns aos outros (v. 11). Isso tem sido ensinado desde o começo, é Cristianismo – Nível Básico, por assim dizer. Como tal, João diz que temos a certeza de nossa salvação porque amamos os irmãos (v. 14). De fato, sobre os que não amam, é dito deles que permanecem na morte. Então, se um dos resultados básicos de nossa fé é o amor pelos irmãos e temos a certeza disto, parece importante saber como esse amor se apresenta na prática.

          Felizmente, João, de maneira bem clara, descreve este amor. Ele é demonstrado perfeitamente por Cristo pelo fato de que Ele, disposta e sacrificialmente, deu Sua vida por nós (v. 16). Isso é a encarnação do amor cristão que Cristo nos deu e é o modelo que Seus seguidores devem imitar. Como se João soubesse que os leitores, como os Apóstolos que estavam com Jesus, não demorariam em dizer ‘Eu morrerei pelos irmãos’, ele prontamente mostra a verdadeira condição de seus corações. Assim como Jesus muitas vezes antes, ele faz isso ao ir direto nas carteiras deles!

          Ele diz que se nós vemos nossos irmãos com necessidades e pudermos ajudar, mas não o fazemos, então o amor de Deus não está em nós (v. 17). Em outras palavras, não temos certeza da nossa salvação. João diz que se não nos importamos o suficiente com os outros a ponto de ajudá-los, então não amamos a Deus. Por que ele junta essas duas coisas? Não é possível amar a Deus sem ajudar os que sofrem?

          Quando compreendemos que Jesus deu Sua vida por nós e respondemos com arrependimento e fé, Deus nos dá um novo coração. O amor de Deus está nesse coração. Deus, então, testa a veracidade de nosso amor ao colocar os pobres e necessitados em nosso caminho. Se tivermos um coração novo que ama a Deus, demonstraremos esse amor ao dar sacrificialmente tudo o que Ele nos tem dado para ajudar os que sofrem ao nosso redor. Contudo, se não tivermos um novo coração, mostraremos isso ao acumularmos as bênçãos de Deus para nós mesmos. Esta prática demonstra ou a falta de amor para com os irmãos ou uma falta de confiança em Deus, ou ambos. Nos dois casos, João diz que isso ilustra a verdadeira condição de nossos corações.

          Certamente, somos chamados para cuidar de nossas famílias e planejar de maneira sábia nosso futuro. Entretanto, quando estamos tão consumidos por isso a ponto de ignorar as necessidades dos outros, devemos perguntar para nós mesmos: ‘o amor de Deus está em mim?'. Quando permitimos que nossos desejos terrenos consumam os recursos que Deus graciosamente dá, sem pensarmos em fazer um sacrifício pela necessidade dos outros, devemos perguntar a nós mesmos: ‘o amor de Deus está em mim?’. Este é um ensinamento com o qual diariamente luto para aplicar em minha própria vida, mas  se trata, nada mais, nada menos do que a palavra de Deus e o verdadeiro seguidor de Cristo deve andar de acordo com ela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário